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MPF apura possíveis crimes de racismo em publicações sobre resgate de ursos em Canindé

MPF apura possíveis crimes de racismo em publicações sobre resgate de ursos em Canindé

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
14/12/2018 às 10h41 Atualizada em 14/12/2018 às 10h41
MPF apura possíveis crimes de racismo em publicações sobre resgate de ursos em Canindé
Foto: Reprodução
A ativista começou uma campanha nas redes sociais, no fim de setembro, para que dois ursos pardos fossem retirados de Canindé e transferidos ao Rancho dos Gnomos, uma associação localizada no interior de São Paulo. O zoológico é mantido pelo Santuário de Canindé, que defende a permanência dos animais. O local passou por vistoria da Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Semace) no último mês, cuja conclusão foi de que o zoológico cumpre a maioria das normas para manter os dois ursos siberianos.
Com mais de 1 milhão de seguidores, a influenciadora digital vem usando suas redes sociais para fazer críticas às condições de vida dos ursos e aos integrantes do Santuário de Canindé. Para o MPF, as críticas também à população do município cearense vêm insuflando os seguidores dela a fazerem o mesmo, o que causou uma enxurrada de mensagens, algumas de conteúdo racista, contra o Santuário, e contra a população de Canindé e do estado do Ceará.
Além da investigação criminal, o MPF também instaurou procedimento de âmbito cível para apurar possível violação à proteção do patrimônio cultural imaterial do município de Canindé, resultante de atos praticados pelo Instituto Luisa Mell.
O despacho foi assinado pelo procurador da República Adalberto Delgado Neto. O MPF destaca o histórico da construção do zoológico que abriga os ursos pardos, relacionado à religiosidade de Canindé, município com tradição de devoção a São Francisco, conhecido como santo protetor dos animais.

G1 CE