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Chuvas de granizo no Ceará podem estar relacionadas ao aquecimento global

Chuvas de granizo no Ceará podem estar relacionadas ao aquecimento global

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
07/02/2019 às 10h12 Atualizada em 07/02/2019 às 10h12
Chuvas de granizo no Ceará podem estar relacionadas ao aquecimento global
Foto: Reprodução
Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), até o momento foram registrados chuvas de granizo em, pelo menos, seis municípios.
Os casos mais recentes aconteceram no dia 31 de janeiro, em Icó, no Centro-Sul do estado, e em Itatira, no Sertão Central. Além de Ipaporanga, na Região do Sertão dos Inhamus; Aratuba, no Maciço de Baturité; Mauriti e Aurora, no Cariri.
O meteorologista da Funceme Raul Fritz explica que, apesar de não haver estudo que comprove a inesperada chuva de pedras de gelo, a frequência do fenômeno no interior do estado pode estar relacionada ao aquecimento global. “Não é comum, mas tem acontecido praticamente todo ano. Ainda não foram desenvolvidos estudos que possam comprovar que essa frequência de queda de granizo no Ceará seja devido a mudanças climáticas globais”.
As chuvas de granizo ocorrem em razão da formação de cristais de gelo no topo das nuvens, que podem vir acompanhadas de rajadas de ventos, relâmpagos e raios. “A formação de nuvens que têm grande desenvolvimento vertical, uma grande altura desde a base até seu topo, onde no topo se formam cristais de gelo e crescem se formando bolinhas”.
Segundo a Funceme, durante a quadra invernosa, que dura até maio, há probabilidades de mais cidades do Ceará registrarem chuvas de gelo.

Tribuna do Ceará