“Falar que eu provoquei um colapso… Eu resolvi um colapso”, disse Mauro Albuquerque em entrevista à rádio O POVO CBN na manhã desta terça-feira, 19, em resposta à ideia de que suas medidas teriam sido a causa das ações criminosas empreendidas no mês passado. Os ataques tiveram início após fala do secretário de que não reconhecia facções e não respeitaria a divisão delas no sistema prisional.
Mauro Albuquerque ressaltou as ações da Secretaria para evitar o comércio dentro dos presídios, que, segundo ele, eram “centros de ganhar dinheiro”. “Eles vendiam tudo… Tinha centrais de extorsão via telefone, contando historinhas para (a vítima) depositar dinheiro”, disse, referindo-se aos golpes promovidos por presos que simulavam sequestros, por exemplo, no intuito de receber recompensas.
Com as novas políticas para o sistema prisional, práticas como essa estão encerradas. O motivo seria uma vigilância mais incisiva no comportamento dos presos, sempre acompanhados de um agente prisional. Segundo o secretário, as ações já resultaram na apreensão de mais de 3.200 celulares e redistribuição de cerca de 4 mil presos.
“A gente está dentro do sistema penitenciário com vigilância aproximada, ou seja, o agente está 24 horas dentro da galeria com o preso. Então não há espaço pra ele ter essa liberdade que ele tinha antes”, argumentou Mauro Albuquerque.
Para que houvesse essa mudança, ele aponta que, ao todo, 92 unidades prisionais foram fechadas, gerando a realocação de presos e agentes penitenciários. A maioria dos detentos foi encaminhada para Fortaleza. “A gente tinha cadeia pequena, com 40 presos para um agente”, explicou.
Visitas íntimas
Durante a entrevista, o secretário voltou a falar sobre o corte na realização de visitas íntimas. A política ainda está sendo revista pela pasta. As visitas estariam condicionadas ao comportamento dos presos. “Quem fizer por onde, vai ter. Se, em seis meses, (o preso) não tiver cometendo nenhuma situação, a gente vai visualizar essa possibilidade”, afirmou.
O POVO Online