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Delegada descarta hipótese de tiro acidental em morte de criança pelo pai em Russas

Delegada descarta hipótese de tiro acidental em morte de criança pelo pai em Russas

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
10/04/2019 às 13h57 Atualizada em 10/04/2019 às 13h57
Delegada descarta hipótese de tiro acidental em morte de criança pelo pai em Russas
Foto: Reprodução
Pai e filha foram enterrados na mesma sepultura. Parentes e amigos participaram do velório e do sepultamento nesta manhã. Choro e muitas indagações sobre o porquê do crime.

Tragédia familiar
A Polícia civil segue a linha de investigação que indica que o professor matou a filha com um tiro na cabeça, de espingarda, calibre 12, nesta segunda-feira, 8, por volta das 21h30, em uma residência da família localizada no sítio Tourão. E em seguida, suicidou-se enforcado.
A delegada Regional de Polícia Civil de Russas, Viviane Almeida, afirmou que aguarda o resultado de laudos e da perícia, mas observou que o caso trata-se de um homicídio seguido de suicídio, descartando a possibilidade de tiro acidental. “Com resultado de perícia a gente tem informação mais técnica, ao que indica não se trata de acidente, a dinâmica dos fatos, como estava a cena, muito improvável, muito difícil ter sido acidental”, pontuou. Ela descartou, entretanto, que a criança tenha sido retirada de outro local.
O crime ocorreu em uma residência da família do professor, um local isolado, fazenda, mas que só estavam o pai e filha.
A delegada observou que se especula desentendimento familiar e que o professor passava por problemas de saúde. “Depressão ou outro distúrbio, mas vamos explicar no decorrer das informações”, disse Viviane Almeida. 

Tristeza 
O crime deixou moradores e policiais chocados. “Todos nós, policiais, peritos, mesmo acostumados com cenas pesadas, mas uma cena como essa comoveu a todos”, revelou a delegada.
Inicialmente acreditou-se em tiro acidental seguido de suicídio, mas agora mediante os fatos e comentários de parentes, a Polícia acredita em homicídio proposital seguido de suicídio.
Uma professora que pediu para não ser identificada lamentou o fato. “A gente fica triste, sem saber por que aconteceu uma tragédia como essa, uma pessoa boa”.
Os corpos do professor Raimundo André e da filha Rayanna foram examinados no IML da cidade de Russas e velados no Centro de Velório Anjo da Guarda.

Diário do Nordeste