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Recomendação do MPCE cobra que os profissionais da mídia sigam cartilha de prevenção ao suicídio

Recomendação do MPCE cobra que os profissionais da mídia sigam cartilha de prevenção ao suicídio

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
19/09/2019 às 13h49 Atualizada em 19/09/2019 às 13h49
Recomendação do MPCE cobra que os profissionais da mídia sigam cartilha de prevenção ao suicídio
Foto: Reprodução
O documento cobra que os noticiários do município obedeçam ao que é apontado na cartilha “Prevenção ao suicídio: um manual para profissionais da mídia”, emitida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A OMS informa que, entre 2011 e 2015, foram registrados 55.649 óbitos por suicídio no Brasil, e pode ser considerado, portanto, uma questão de saúde pública. O documento detalha que as informações divulgadas não devem se restringir ao fato em si; devem, também, incluir dados e pesquisas e divulgar formas de contato das organizações que atuam dando apoio a pessoas com depressão ou outras doenças que podem levar ao suicídio.
De acordo com o documento, publicar casos de suicídio de maneira sensacionalista causa danos morais às famílias, pois é um ato de desrespeito à imagem e à intimidade. Expor fotografias, inclusive, pode influenciar de maneira negativa pessoas com tendência suicida, conduzindo a outras ocorrências. Desta forma, a representante do MPCE de Crateús informa que os que descumprirem esta recomendação poderão ser responsabilizados por eventuais danos morais.

Cartilha da OMS
A cartilha “Prevenção ao suicídio: um manual para profissionais da mídia” especifica o que não deve ser feito pelos difusores de informação. No manual, consta as seguintes orientações: não publicar fotografias do falecido ou cartas suicidas; não informar detalhes específicos do método utilizado; não fornecer explicações simplistas; não glorificar o suicídio ou fazer sensacionalismo sobre o caso; não usar estereótipos religiosos ou culturais e não atribuir culpas.