De acordo com o cirurgião plástico, Dr. Agostinho Moura, o objetivo das cirurgias em pessoas que possuem Fissura Labiopalatina é inclusão social e melhoria do desenvolvimento funcional: “O lábio é uma necessidade estética, e o palato é mais funcional. As cirurgias plásticas no lábio são realizadas em crianças a partir de seis meses. Já as cirurgias no palato são realizadas em crianças a partir de dois anos, pois os tecidos estão mais desenvolvidos, e quanto mais precoce for a cirurgia, mais garantia de funcionalidade, como por exemplo na fala da criança”, ressalta.
A SCMS oferece esse tipo de tratamento de forma gratuita durante todo o ano. Os interessados devem procurar o ambulatório do Hospital, toda segunda-feira, às 14h. Segundo Dr. Agostinho Moura, a cirurgia plástica é apenas o início de um tratamento que deve ser acompanhado por outros profissionais: “Para um tratamento eficaz é necessário o acompanhamento odontológico para ajeitar os dentes, fonoaudiológico para estimular a fala, e também é importante acompanhamento psicológico”.
2ª Semana Pan-Americana
Realizada desde 2015, juntamente com seus parceiros, a Campanha Nacional de Fissura Labiopalatina tem como objetivo aumentar a conscientização da população sobre a causa e intensificar as cirurgia em locais onde existe um número considerável de pessoas na fila de espera.
Fissura Labiopalatina
A fissura é um defeito congênito comum que ocorre quando certos elementos e estruturas do corpo não se fundem, durante o desenvolvimento do embrião. As fissuras podem envolver o lábio ou o palato (céu da boca), que é composto por palatos duro e mole. A fenda pode tomar só o lábio ou atingir o sulco entre os dentes, a gengiva, o maxilar superior até alcançar o nariz. Já na fissura palatina, a abertura pode atingir todo o céu da boca e a base do nariz.
Em todo o mundo, 1 em cada 700 crianças nascem com Fissura Labiopalatina. A maioria vive em isolamento, o que dificulta fazer amigos na escola e ir à escola, como também, e mais importante, podem ter dificuldades para comer, respirar, falar e correm o risco de terem desnutrição grave.