Ferran explica que embora as máximas registradas apresentem tal aumento, as mínimas permanecem dentro das normais climatológicas. "As causas são difíceis de precisar, alguns atribuiriam ao aquecimento global, mas não é possível definir", afirma. Ele conta ainda que fatores como a diminuição da velocidade dos ventos e o aumento da umidade elevam a sensação térmica para além dos números dos termômetros. "Esses aspectos ainda devem se acentuar nos próximos dois meses", alerta.
Enquanto os termômetros seguem em alta, o nosso organismo parece pedir socorro. O calor causa um maior relaxamento das artérias, que se dilatam em todas as áreas do corpo. Essa vasodilatação e pode gerar sensação de cansaço, fadiga, queda na pressão arterial e até desmaios.
A temperatura elevada também aumenta o metabolismo, que passa a produzir mais suor para se proteger. Essa proteção pode se tornar um problema se o líquido perdido não for reposto. Com menos líquido, o corpo perde seu equilíbrio, tem mais dificuldade para o sangue circular no rim e desidrata.
Nos postos de saúde, as doenças gastrointestinais levam as pessoas a formar filas em busca de atendimento. O calor facilita a decomposição dos alimentos e, consequentemente, a contaminação. Além disso, algumas viroses sazonais típicas desta época do ano também podem levar a quadros de desidratação. Náuseas, vômitos, dor de barriga e diarreia são os sintomas mais comuns.
O POVO Online