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Especialistas orientam sobre o consumo correto de chás

Especialistas orientam sobre o consumo correto de chás

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
02/12/2019 às 13h24 Atualizada em 02/12/2019 às 13h24
Especialistas orientam sobre o consumo correto de chás
Foto: Reprodução

De acordo coordenadora do ambulatório de hepatites do Hospital São José (HSJ), da rede pública do Governo do Ceará, Elodie Bonfim Hyppolito, é preciso cautela. “A população tem a falsa ideia de que, por ser natural não causam danos à saúde e isso não é verdade. As pessoas acreditam que estão limpando o organismo e tomam alguns chás de forma exagerada”, ressalta a médica. O uso contínuo de alguns deles como noz-da-índia, chá verde, hibisco, pholia negra, entre outros chás para perda de peso, pode causar sérios danos ao órgão, entre eles hepatite fulminante, hepatite crônica e cirrose.

Os chás de uma maneira geral trazem benefícios mas o seu consumo deve ser prescrito por um nutricionista de acordo com o perfil de cada pessoa. “O chá de hibisco, famoso nas dietas, ajuda a regular o intestino, mas em excesso, pode sim causar lesões graves no fígado. Da mesma forma, o chá verde que ajuda no antienvelhecimento da pele, em excesso também é danoso ao fígado”, explica a nutricionista, Ana Luiz Rezende. Na lista dessas ervas que são verdadeiros vilões das funções hepáticas, se utilizados de forma exagerada estão ainda a erva de São João, moringa, sacaca, entre outros.

As hepatites virais são as mais comuns, porém os vírus não são os únicos que podem prejudicar o fígado. Suplementos alimentares também representam perigo para as funções hepáticas. “O que muitas pessoas não sabem é que os suplementos alimentares consumidos em algumas dietas para emagrecimento podem ser tão danosos ao fígado quanto outros já conhecidos inimigos desse órgão. Produtos alimentares usados em academias para turbinar músculos também trazem em sua fórmula hormônios sintéticos que podem causar prejuízos ao fígado, como hepatite aguda, hepatite fulminante, Budd-Chiari (trombose vascular), cirrose, adenoma, hiperplasia nodular focal e hepatocarcinoma”, comenta Elodie, hepatologista do HSJ.