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Facção criminosa GDE está perto do fim, afirma delegado da PF

Facção criminosa GDE está perto do fim, afirma delegado da PF

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
19/12/2019 às 00h56 Atualizada em 19/12/2019 às 00h56
Facção criminosa GDE está perto do fim, afirma delegado da PF
Foto: Reprodução

Elânio revela que o grupo criminoso está sem chefia nas ruas. "Essa substituição não está havendo. Algumas pessoas tentaram ocupar espaços, mas sem muito êxito. Do meu ponto de vista, essa é uma organização que tende a se acabar, senão já se acabou. Seja pela falta de estrutura financeira, seja pela questão do próprio armamento. A gente chegou à conclusão que, se existe armamento na mão dessa organização, é algo muito ínfimo", completa.

O coordenador do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Ceará (MPCE), promotor de Justiça Rinaldo Janja, prega cautela sobre o fim dos Guardiões do Estado: "Essa facção sofreu vários golpes, no ano passado e nesse ano. Mas os órgãos de investigação e de repressão têm que ficar vigilantes, para que não haja essa sucessão dentro da facção".

A GDE nasceu no bairro Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, no ano de 2015, a partir de uma torcida organizada de futebol. Nos anos seguintes, a facção travou uma guerra sangrenta com o Comando Vermelho (CV), em todo o Estado, pelo domínio do tráfico de drogas, além de terem sido apontados em 2018 como autores das Chacinas das Cajazeiras e do Benfica, que deixaram 21 mortos; e da maior onda de ataques a instituições públicas e privadas, com mais de 200 ocorrências em janeiro e fevereiro de 2019.

Diário do Nordeste