Segundo os levantamentos, em 2010, quando o PIB registrou alta de 7%, os benefícios pagos pelo INSS — como aposentadorias, pensões, auxílio-doença e BPC/Loas, pago a idosos e deficientes de baixa renda — representaram mais de um quarto de tudo o que foi produzido em 487 municípios. Em 2010, os benefícios previdenciários correspondiam a 6,3% de tudo o que é produzido no país. Em 2018, já equivaliam a 8%.
A dependência do INSS está concentrada nas cidades com até 50 mil habitantes, cuja principal atividade econômica é a administração pública, e está majoritariamente no Nordeste. Das 184 cidades do Ceará, 78, pelo menos, tem na renda das aposentadorias e pensões uma das principais de movimentação da economia local.
Há, porém, um dado que chama a atenção e provoca certamente baque para o comércio das pequenas cidades: a maior parte da renda dos benefícios do INSS no Ceará é retida com empréstimos consignados, o que gera – vamos dizer, assim, um verdadeiro desfalque na economia dos municípios, principalmente, das pequenas cidades.
Ceará Agora