No Centro de Progressão Penitenciária Dr. Rubens Aleixo Sendin, em Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, centenas de detentos fugiram. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que grande quantidade de presos corre pelas ruas.
As autoridades também contabilizam outros pontos de motim: no CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de Porto Feliz, CPP de Tremembé, Anexo de Mirandópolis e CR (Centro de Ressocialização) de Sumaré. Todas do regime semiaberto.
Foram feitos reféns durante os motins nas penitenciárias de Sumaré, Mongaguá e Tremembé – nesses 2 últimos, houve também fuga em massa.
A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) não especifica o número de fugitivos. Afirma que as unidades de regime semiaberto, por determinação da legislação brasileira, não possuem vigilância armada.
O controle dos presídios está sendo retomado, segundo as autoridades paulistas. Por enquanto, seguem com problemas mais graves 4 unidades –o Estado de São Paulo tem 176 prisões.
Em entrevista concedida ao canal CNN Brasil nesta segunda-feira, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), comentou o motim realizado pelos detentos. Ressaltou a preocupação da Justiça de que os reeducandos pudessem trazer a infecção para dentro da unidade depois de retornarem das saídas temporárias.
O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) informou que “nesse momento de intensas medidas adotadas pelos Poderes constituídos, que restringem aglomerações de pessoas para se evitar a disseminação da doença, o Poder Judiciário considerou a necessidade de alteração da data porque, se agora fosse realizada, depois de cumprida a saída temporária, ao retornarem ao sistema prisional os detentos seriam potenciais transmissores do coronavírus aos demais encarcerados”.
Poder 360