"Isso faz mudar as estratégias. Pessoas que têm formas leves da doença, se não estiverem no grupo de maior risco, não precisam procurar as unidades de saúde. É mais importante, do ponto de vista epidemiológico, mapear os casos graves para nos anteciparmos e eles terem melhor evolução", explica o secretário.
No grupo de maior vulnerabilidade, estão idosos acima de 80 anos, imunossuprimidos, pessoas em tratamento de câncer, diabéticos e pessoas com problemas cardiorrespiratórios. Caso apresentem sintomas, a recomendação é que sejam procuradas as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Fortaleza e os hospitais regionais, no Interior do Estado.
Por enquanto, a recomendação é que os cearenses permaneçam em isolamento social por 10 dias. Segundo o Dr. Cabeto, o período pode ser prorrogado, mas a medida depende da análise do cenário futuro de contaminação do Estado.
CASOS NO CEARÁ
O Ceará tinha 24 casos do novo coronavírus confirmados, de acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde (Sesa), divulgado nesta quinta-feira (19). Já o número de casos suspeitos triplicou desde o boletim da última quarta-feira (18), passando de 259 para 766. Foram descartadas 118 notificações da doença. No país, são 621 casos confirmados, conforme o Ministério da Saúde.
Diário do Nordeste