Os pesquisadores usaram o equipamento para realizar simulações digitais de 8 mil compostos a fim de rastrear aqueles com maior capacidade de impedir que o vírus infecte células hospedeiras. Para isso, Micholas Smith, membro da equipe de cientistas, construiu um modelo digital da proteína spike do coronavírus Sars-CoV-2, também chamada de proteína S.
O próximo passo de Smith foi realizar testes de dinâmica molecular que analisaram os movimentos de átomos e partículas na proteína. Ele simulou diferentes compostos que poderiam ser acoplados às spikes — que são aquelas protuberâncias do vírus — para determinar se algum deles pode impedir o microrganismo de aderir às células humanas. Foram identificados 77 tipos de moléculas, como medicamentos e substâncias naturais, que podem ser essenciais para os testes de vacinas e remédios.
“O Summit foi necessário para obtermos rapidamente os resultados de simulação que precisávamos. Demorou um dia ou dois, enquanto levaria meses em um computador normal. Nossos resultados não significam que encontramos uma cura ou tratamento para o coronavírus, mas temos muita esperança de que nossas descobertas ajudem estudos futuros”, disse o cientista Jeremy Smith, em comunicado
Agora a equipe planeja executar o estudo de novo com uma nova versão da proteína S. Isso pode alterar a classificação dos produtos químicos mais promissores para o tratamento. Os pesquisadores enfatizaram a necessidade de testar na prática os 77 compostos antes que qualquer determinação possa ser feita sobre sua usabilidade.
Revista Galileu