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Maia admite corte de salário de parlamentares e uso de fundos Partidário e Eleitoral para combater coronavírus

Maia admite corte de salário de parlamentares e uso de fundos Partidário e Eleitoral para combater coronavírus

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
23/03/2020 às 18h52 Atualizada em 28/04/2021 às 13h38
Maia admite corte de salário de parlamentares e uso de fundos Partidário e Eleitoral para combater coronavírus
Foto: Reprodução

Durante a entrevista, no entanto, o presidente da Câmara se preocupou em alertar que este é o momento de injetar recursos na economia. Segundo ele, se o governo não entender que é preciso gastar, "fica muito difícil".

— Se é no fundo eleitoral ou partidário, que podem representar R$ 2,5 bilhões, não vejo problema, que se use. Agora, nós precisamos entender: a Saúde vai precisar de quanto? De R$ 50, R$ 100, R$ 150 bilhões. Só um projeto de suspensão do contrato de trabalho para contratar o seguro-desemprego vai custar quanto? De R$ 80 a R$ 100 bilhões. Por isso, a gente não precisa estar preocupado com gastos que tem previsão futura. Temos que usar qualquer rubrica — disse.

Perguntado se os parlamentares poderiam abrir mão de seus salários, Maia disse que não havia problema.

— Todo poder público vai ter que contribuir. Transferir isso para o parlamentar é fazer apenas um gesto importante, mas que não tem nenhum impacto fiscal. Acho que os três Poderes vão ter que contribuir: Legislativo, Executivo e Judiciário. Os salários no nível federal são o dobro no seu equivalente no setor privado — disse Maia.

Bruno Góes