A amizade entre o galo e o menino não era tão improvável. "O Vini adora animais e aqui a gente tem muitos bichinhos. Já vinha um tempo que ele pedia um pintinho e a gente relutava porque já tinham muitos aqui em casa. Quando foi a última vez que ela (tia) esteve aqui, porque ela mora em São Paulo, ela não resistiu e presenteou. Eu achei que ele nem iria resistir, de tão pequeninho que era, mas deu nisso tudo. Eles não se desgrudaram mais", explica a farmacêutica Carol Benevides, mãe da criança.
Na casa, três cachorros já são criados há algum tempo. E o galinho conquistou até mesmo os "irmãos de quatro patas". Tudo bem, até que o pintinho amarelinho começou a crescer e a preocupação família também. "Me vi com a problemática da casa pequena. Como ele cresceu muito, não tinha mais como continuar aqui no condomínio. Então a gente tentou dar para um sítio aqui no final da rua, porque lá tem um galinheiro, muitos bichos", conta Carol.
Mas, Edmundo não se adaptou ao novo lar. A ave só comia durante a visita da criança, que todo dia ia vê-lo no fim de tarde. Ele também se recusava a ficar com as outras aves no galinheiro e se escondia junto às vacas. Não teve jeito. A família trouxe o galinho para a casa. Por conta disso, o animal foi parar na casa da avó da criança, que também vive nas proximidades. Agora, como Vinicius passa as tardes lá, a amizade entre os dois conseguiu ser mantida.
O jeito autêntico do galinho, que anda de carrinho e finge de morto, conquistou também pessoas de fora da família da criança. “Conquistou todo mundo do condomínio”, brinca Carol. Para a mãe do menino, a amizade dos dois deve durar por muito mais tempo. “Pesquisei e vi que eles vivem pelo menos 12 anos”, conta.
Diário do Nordeste