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Organização Mundial de Saúde compara pandemia à "gripe espanhola"

Organização Mundial de Saúde compara pandemia à "gripe espanhola"

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
20/04/2020 às 18h22 Atualizada em 20/04/2020 às 18h22
Organização Mundial de Saúde compara pandemia à
Foto: Reprodução

Falando numa coletiva de imprensa na sede da organização, em Genebra, Tedros Adhanom Ghebreyesus referiu-se à epidemia de covid-19 como "o inimigo público número um", que combina a capacidade de contágio de uma gripe com a letalidade das epidemias de MERS e SARS (síndromes respiratórios agudos provocados igualmente por coronavírus).

É uma "combinação muito perigosa" que está acontecendo, como aconteceu há cem anos (1918/19) e que matou 100 milhões de pessoas, mas hoje temos "uma situação diferente", temos tecnologias e podemos "evitar essa catástrofe", afirmou.

Tedros Adhanom insistiu na periculosidade do vírus, admitiu que o pior ainda possa estar por vir, mas salientou que é preciso acreditar que é possível lutar contra a doença, que requer, insistiu, solidariedade nacional e mundial. Porque sem isso "será pior".

O diretor insistiu igualmente na necessidade de se olhar para as estatísticas vendo os números mas também as pessoas que eles representam, para que a pandemia de covid-19 não se transforme em quadros com números."Pensem nas vítimas de covid-19 como pessoas e não como números", pediu.

Antes o diretor-geral já tinha alertado que flexibilizar as medidas de contenção não quer dizer que a doença acabou e sublinhou que os confinamentos ajudam a refrear a epidemia, mas não põem fim.

Tedros Adhanom Ghebreyesus referiu ainda que a OMS está trabalhando com várias entidades para desenvolver testes à covid-19.