A 137ª Promotoria da Saúde Pública pediu explicações à Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) sobre os motivos para a retirada, além dos contratos firmados pelo Estado sobre o hospital de campanha e os valores gastos para isto. A Sesa informou que já foi oficiada e encaminhará o que foi solicitado ao MPCE. A Pasta tem prazo de 10 dias para enviar manifestação.
A estrutura tinha sido montada por precaução, em março, para atender o público infantil diagnosticado com a Covid-19. No último sábado, a Pasta explicou, em nota, que o Albert Sabin elaborou um plano de contingência que contempla a reserva de 42 leitos de enfermaria e 8 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), na própria unidade hospitalar.
“Esta quantidade se revelou suficiente para o atendimento da demanda pediátrica”, declarou em nota. O hospital de campanha, que não chegou a ser utilizado, foi desmontado e deve ser transferido para outro local, ainda não confirmado pela Sesa, para reforçar o atendimento de adultos com a Covid-19.
O Ministério Público, no entanto, aponta que a desmontagem de uma estrutura hospitalar sem sequer ter sido utilizada acarreta "investimento de recursos desnecessários".