De acordo com o delegado à frente do caso, Bruce Miller, as investigações tiveram início após áudios divulgados nas redes sociais. Nas gravações, um religioso incentiva moradores da cidade a entregar seus documentos para um vereador facilitar a retirada do auxílio emergencial. Aos que aderissem, bastaria esperar receber um cheque com o valor.
"Esse pagamento seria feito com um cheque emitido diretamente pela própria lotérica. Sem a necessidade de filas. Nesse período de pandemia, a população mais vulnerável se torna suscetível de aceitar qualquer tipo de vantagem e essa vantagem eventualmente cria um vínculo psicológico. E elas se sentem obrigadas a votar naquele que facilitou o benefício", esclareceu o delegado.
O município de Aurora não possui agências bancárias e por esse motivo grandes filas se acumularam na frente da lotérica durante o recebimento do auxílio. Todo o pagamento dos benefícios governamentais está concentrado na casa lotérica, no centro da cidade.
Diário do Nordeste