A dinâmica das ações policiais que deixam vítimas ocorre em outros estados do Brasil, como no Rio de Janeiro, onde o adolescente João Pedro Matos Pinto, 14, estampa os noticiários. Mortos durante operações para cumprir mandados de prisão, perseguições ou em outras diligências. A justificativa é sempre a mesma. O suspeito reagiu, atirou contra os policiais, que "revidaram a injusta agressão".
As estatísticas de mortes por intervenção policial têm crescido com o passar dos anos. No Ceará, foram 41 em 2013, quando a SSPDS passou a divulgar os dados deste tipo de ocorrência. Em 2019, 136.
Se observados os meses entre janeiro e abril desde 2013 até 2020, os outros períodos com maiores números de casos de mortes por intervenção policial foram janeiro de 2019, com 28; e em janeiro de 2018, 25. No ano passado, os supostos confrontos ocorreram durante a maior série de ataques de facções criminosas contra o Estado. Quando comparados os dados de abril deste ano com igual período do ano passado, mais que dobrou a quantidade de vítimas.
Diário do Nordeste