"Não acho que ele comprou o Centrão. Ele quer ter uma relação com os partidos que têm convergência ideológica e que resolveram fazer parte do governo" explicou Maia. As falas aconteceram em entrevista à revista IstoÉ, transmitida nas redes sociais do veículo.
As críticas de Maia contra Weintraub foram retomadas após o deputado afirmar que não falaria mais sobre o ministro, porque as declarações acabam fortalecendo o titular da Educação. "O homem que desrespeita a democracia não poderia estar em um governo que se diz democrático", afirmou.
Na entrevista, Maia também criticou Bolsonaro pelas "declarações duras" contra o Supremo Tribunal Federal (STF), uma resposta à operação da Polícia Federal (PF) autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, que integra a Corte e é relator do inquérito que apura ataques virtuais contra integrantes do Supremo. O deputado foi questionado sobre o motivo de ainda não ter ido ao Palácio do Planalto depois das falas de Bolsonaro.
"Depois dessas declarações precisamos tomar cuidado de como vamos organizar o diálogo. Ir ao Planalto parece algum tipo de apoio àquilo que ele falou e de forma nenhuma podemos apoiar algo que foi colocado de forma equivocada. Até a noite ele melhorou a comunicação e isso nos dá alguma tranquilidade", disse Maia.
Estadão Conteúdo