Conforme a proposta, a prioridade para atividades presenciais seria de estudantes do 3º ano do Ensino Médio e daqueles que não conseguiram desenvolver atividades remotas no período de suspensão das aulas. As escolas também deveriam organizar um "rodízio": alunos que participaram de atividades presenciais durante uma semana deverão ter atividades remotas na semana seguinte, obrigatoriamente. O rodízio diário não será permitido para minimizar riscos de contaminação.
Outro ponto debatido é a busca ativa de estudantes “ausentes e suscetíveis ao abandono e à evasão”. As escolas também deverão aplicar uma avaliação diagnóstica por série e componente curricular para identificar os atuais níveis de aprendizagem - intervindo para a recuperação e nivelamento quando necessário - e revisar conteúdos abordados no período de março a junho.
A volta às escolas seria dividida em três fases, de acordo com a realidade da contaminação em cada município, permitindo 25%, 50% e 100% da capacidade de pessoas em cada unidade. Ainda assim, a quantidade por turno e dentro da sala dependerá do quadro de profissionais disponíveis e das dimensões físicas da escola, mantendo de 1,5 a 2 metros de distância.
Alunos com comorbidades ou em grupos de risco deverão permanecer no ensino remoto. Escolas de tempo integral terão regramento complementar "por conta de suas peculiaridades". A Seduc também pretende realizar levantamento para avaliar o estado de saúde de todos os colaboradores, identificando os que estão em grupos de risco e verificando quais têm condições de saúde para voltarem ao trabalho presencial.
O Plano estipula ainda um levantamento de custos e a avaliação física das unidades para realizar reforço das condições de higiene durante a retomada. Equipamentos de proteção individual devem ser adquiridos para uso de estudantes, professores e servidores. Pontos de higienização acessíveis devem ser distribuídos, e ambientes com ar-condicionado precisam de maior atenção. Também devem ser mapeadas as áreas de circulação e convivência e a identificação de espaços interditados.
Diário do Nordeste