O primeiro semestre de 2019 contabilizou 142 mortos em afogamento. Já em 2020, o total foi de 161. Junho foi um dos grandes responsáveis por esse aumento, já que nos 30 dias houve o registro de 35 óbitos, mais do que o dobro dos 16 de igual período do ano passado.
Conforme o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará (CBMCE), Cícero Osvaldo, os dados, registrados nas delegacias cearenses, contabilizam mortes por afogamentos que aconteceram não só em praias, mas em acidentes domésticos e locais onde geralmente não há guarda-vidas, como açudes e lagoas.
Cícero lembra que a quadra chuvosa deste ano, de fevereiro a maio, foi responsável por um aumento expressivo no nível dos mananciais, o que atraiu mais banhistas. “Tivemos um período de chuva muito grande, principalmente no interior do Estado, e os afogamentos são, em sua maioria, em mananciais de água que não são cobertos por guarda-vidas do Corpo de Bombeiros”, diz.
G1 CE