Roberta de Paula Oliveira, coordenadora de Vigilância Ambiental e em Saúde dos Trabalhadores pela Sesa, explica que a variação dos números está dentro do esperado, mas o crescimento também está relacionado com o clima e com a pandemia. “Quando a gente coloca a curva nas médias móveis, a gente ficou numa situação não epidêmica. Houve um pequeno aumento por conta que teve muitas chuvas e a questão da Covid, que atrapalhou um pouco o trabalho dos agentes”, pondera.
O Cariri, formado por municípios como Juazeiro, Crato e Barbalha, teve o maior aumento percentual (109,3%) de paciente entre os períodos, com 3.426 casos no ano passado e 7.172 registros em 2020. O Crato, onde 1.300 pessoas tiveram a doença, foi o município mais afetado da região.
Na Região Norte, formada por municípios como Sobral, a doença atingiu 258 pessoas no ano passado e 504 pacientes neste ano: um aumento de 95,3%. A cidade de Ipaporanga abrigou mais da metade dos casos da região (291).
Ao todo, foram 173 casos de dengue com sinais de alarme, a maioria (87) registrados na capital. Também foram notificados 16 casos de dengue grave em que nove foram à óbito, em Fortaleza (5), Barbalha, Juazeiro do Norte, Missão Velha e Quixeramobim, com uma morte em cada. Os pacientes tinham idade entre quatro meses e 69 anos.
Diário do Nordeste