Segunda, 11 de Maio de 2026
21°C 30°C
Santa Quitéria, CE
Publicidade

1 a cada 2 brasileiros afirma já ter compartilhado fake news sem saber, aponta pesquisa

1 a cada 2 brasileiros afirma já ter compartilhado fake news sem saber, aponta pesquisa

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
09/10/2020 às 11h22 Atualizada em 09/10/2020 às 11h22
1 a cada 2 brasileiros afirma já ter compartilhado fake news sem saber, aponta pesquisa
Foto: Reprodução

A pesquisa entrevistou 70.333 brasileiros, usuários do aplicativo dfndr security, em 2020, e as projeções utilizam como base o número de brasileiros usuários do sistema Android no país, que seriam 131,1 milhões de pessoas.

De acordo com Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, os resultados da pesquisa destacam os meios onde essas fake news mais são disseminadas: “atualmente, os aplicativos de troca de mensagem e as redes sociais são a principal forma de difusão das notícias falsas. A confirmação disso aparece em nossa pesquisa de forma bastante evidente, quando quase 80% dos respondentes afirmam que receberam notícias falsas através do WhatsApp e Facebook”, aponta.

Outro dado que salta aos olhos dos especialistas são a forte disseminação de notícias falsas sobre política: “um a cada três respondentes afirma já ter sido impactado por fake news sobre política e, com a proximidade das eleições no Brasil, é possível que haja um salto neste número nos próximos dias. A recomendação é sempre de que as pessoas verifiquem as fontes e não acreditem ou repassem notícias sem antes checar a veracidade”, reforça o diretor.

Fake news e os riscos durante a pandemia

Segundo os participantes da pesquisa sobre fake news, o tema “saúde” tem sido o grande alvo dos criadores de notícias falsas atualmente: “o tema “saúde” afetou mais de 45% dos respondentes, um reflexo claro do momento vivido por todo o mundo com a pandemia do novo coronavírus. Na ânsia de ter uma solução rápida para o problema tão falado e tão sério, as pessoas acabam acreditando cegamente nas notícias que recebem. Os riscos para esses que seguem as fake news sobre saúde são muito mais graves, do que para aqueles que acreditam em outros temas, podendo até mesmo significar perigo para a vida”, pontua Simoni.

Diário do Nordeste