Os dados compilados pela Sesa mostram que o mês de março, quando o Ceará confirmou os três primeiros infectados pelo SARS-CoV-2, acumulou o maior número de casos de H1N1, com 11 pacientes em tratamento para a gripe. Já em maio, considerado o pico local da pandemia de Covid-19, apenas um entrou nas estatísticas. Desde então, nenhum outro caso foi anotado, isto é, o Estado está há quatro meses sem novos registros de H1N1.
Já no ano passado, somente janeiro e setembro não tiveram notificações. Abril e maio, com 26 e 44 casos, respectivamente, foram os meses com maior acréscimo, seguido por junho (15). Este intervalo, aponta a Secretaria, é exatamente onde a doença se manifesta com maior intensidade em função da quadra chuvosa.
Vacina
A cobertura vacinal da H1N1 também influenciou na redução de casos da doença no Ceará, já que mais pessoas foram imunizadas. De acordo com a Sesa, 2.935.485 doses da vacina foram aplicadas neste ano, o que equivale a 96,98% de alcance. Em 2019, o número de doses chegou a 2.564.995, isto é, 94,94% dos grupos prioritários.
Apesar de a dose não proteger contra a doença pandêmica - apenas para outros tipos do vírus influenza -, a Pasta federal antecipou a aplicação em todo o território brasileiro justificando que poderia ajudar profissionais de saúde a diagnosticarem a Covid-19 por eliminação.
Diário do Nordeste