Segunda, 11 de Maio de 2026
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‘Salles resolveu destruir o governo’, diz Maia sobre crise com Ramos

‘Salles resolveu destruir o governo’, diz Maia sobre crise com Ramos

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
24/10/2020 às 15h22 Atualizada em 24/10/2020 às 15h22
‘Salles resolveu destruir o governo’, diz Maia sobre crise com Ramos
Foto: Reprodução


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tomou partido no conflito político entre os ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo. Em suas redes sociais, o deputado atacou Salles dizendo que o ministro depois de "destruir o meio ambiente, agora resolveu destruir o próprio governo". A crítica à atuação de Salles por parte de Maia não é novidade, mas tem significado diferente diante da disputa e teste de forças do chefe do Meio Ambiente com o palaciano Ramos.

"O ministro Ricardo Salles, não satisfeito em destruir o meio ambiente do Brasil, agora resolveu destruir o próprio governo", escreveu Maia. O presidente da Câmara já elogiou Ramos em outras ocasiões. O ministro, que é responsável pela articulação política com o Parlamento, tem o apoio de membros do Centrão.

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Conforme o Broadcast/Estadão mostrou, Salles tem informações de que Ramos atua para minar sua atuação na pasta do Meio Ambiente. O conflito se intensificou ainda mais depois que Salles soube que Ramos teria articulado com o Ministério da Economia maiores recursos para as pastas da Infraestrutura e do Desenvolvimento Regional. Já para o Meio Ambiente, o chefe da Secretaria de Governo teria sugerido reduções.

Na última quinta-feira, 22, Salles usou as redes sociais para expor o atrito com o ministro palaciano. Em publicação que logo foi apagada, Salles chamou Ramos de "banana de pijama". Depois, em outra, criticou a postura de "#maria fofoca" atribuída ao articulador do Planalto.

Ainda na quinta-feira, à noite, Salles e Ramos chegaram a se falar brevemente. Ontem, os ministros foram vistos em evento da Força Aérea Brasileira (FAB) junto do presidente Jair Bolsonaro, que atuou como mediador imparcial para a amenizar a relação dos seus dois chefiados.

Agência Estado