O Juiz Titular da 3ª Vara da Comarca do município, Bruno dos Anjos, instaurou um procedimento nesta sexta-feira (13) para apurar possíveis cometidas pela coordenadora Marília Pinto de Carvalho. Já o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) irá averiguar se houve favorecimento para os pretendentes à adoção por parte da gestora do abrigo, após bebê de quatro meses ser liberado sem autorização judicial para residir por três finais de semana em residência de casal.
A coordenadora do abrigo afirmou que só irá se posicionar oficialmente sobre o assunto somente na presença do advogado, reforçando que sua luta principal é o retorno do bebê para a família. “Por enquanto, não quero me defender. Tenho minha defesa, tenho provas de que é uma prática comum, mas quero que primeiro a criança volte (para o casal)”, afirmou Marília.
Em documento, o juiz aponta ter autorizado somente o chamado “fortalecimento de vínculos” no caso específico, que consiste “apenas e tão somente, em conhecer a criança no próprio acolhimento municipal e de forma gradual, conforme conversas registradas com a coordenação do acolhimento”.
Bruno do Anjos acrescenta ainda que a maneira oficial e correta de realizar o “fortalecimento de vínculos” é de conhecimento de todos os profissionais que atuam no acolhimento municipal e que é procedimento seguido em outros casos.
G1