Os dados são do Integra SUS, plataforma da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Das 12 UPAs de Fortaleza, nove foram incluídas no levantamento: as dos bairros Autran Nunes, Canindezinho, Conjunto Ceará, Cristo Redentor, Itaperi, Jangurussu, José Walter, Messejana e Praia do Futuro.
Em março, primeiro mês com registros oficiais do novo coronavírus no Ceará, 1.605 pacientes chegaram às unidades com síndromes gripais causadas por coronavírus. Em abril, o número saltou para 5.050; subindo ainda mais em maio, que registrou 6.269 atendimentos. Depois desse pico, a média entre junho e outubro foi de 1.286 atendimentos por mês.
Mas o número voltou a subir desde novembro, quando foram contabilizados 2.309 atendimentos por síndromes gripais causadas pelo coronavírus nas UPAs da Capital; e atingiu novo pico em dezembro, com mais de 3,4 mil assistências a pacientes com sintomas causados pelo vírus pandêmico.
No total, as nove UPAs realizaram 77.038 atendimentos de pessoas com síndromes gripais, dos quais mais de 25 mil foram por coronavírus. O Integra SUS apresenta as estatísticas conforme a Classificação Internacional de Doenças (CID), desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e não menciona especificamente a “Covid-19”, mas o agente causador: o coronavírus. Os outros atendimentos registrados são de sintomas provocados por influenza, pneumonias, insuficiência respiratória ou outras causas não especificadas.