A energia gerada por essas mais de 10 mil unidades foi utilizada por 12,7 mil imóveis, 136% a mais que no ano anterior (5,4 mil). Isso porque quando uma unidade geradora (uma residência, por exemplo) produz mais energia do que consome, ela gera créditos de energia que são liberados na rede e podem ser utilizados em outro local. Se o consumidor tem, portanto, uma empresa com placas solares e produz mais energia do que o estabelecimento precisa, o crédito extra pode ser transferido para a residência dele.
Para o consultor de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Jurandir Picanço, o crescimento do setor, que segue em franca expansão, poderia ter sido ainda maior não fossem as dificuldades provocadas pela pandemia do novo coronavírus.
Ele prevê que o setor deve continuar crescendo no Estado pelos próximos anos. “O crescimento vai continuar nessa proporção, a não ser que venha alguma mudança. Esse risco existe, mas acredito que nada venha a inviabilizar a atividade, então ela vai continuar se desenvolvendo”, detalha Jurandir Picanço.
Conforme os dados da Aneel, a maior parte dos consumidores que geram a própria energia a partir da matriz solar no Estado é residencial (7.423). Em seguida, aparecem os estabelecimentos comerciais, que concentram 1.863 unidades geradoras, e rurais, com 504 unidades.
Considerando uma residência média, com consumo médio de energia mensal em torno de R$ 500, o retorno do investimento nas placas solares pode ser obtido em cerca de quatro anos. O investimento para gerar energia solar em uma residência com consumo de 500kWh/mês fica em torno de R$ 15 e R$ 20 mil.
Diário do Nordeste