A pesquisa, segundo o IDOR, também teve participação de profissionais da UFMG e da Fiocruz.
Segundo os pesquisadores, uma paciente de 45 anos, sem comorbidades, foi infectada duas vezes pelo coronavírus. A primeira infecção foi em 20 de maio e a segunda em 26 de outubro. Ambos os diagnósticos foram confirmados pelo teste RT-PCR. Após a segunda confirmação, a paciente foi submetida a um teste IGg, que constatou a presença de anticorpos desenvolvidos após a passagem da doença.
Para saber se era, de fato, uma reinfecção, os pesquisadores analisaram o genoma do corpo do vírus - coletados no primeiro e no segundo diagnóstico. Ao comparar e associar as duas amostras com outras sequências genéticas, os pesquisadores teriam identificado, então, que ambas as situações foram provocadas cada uma por um vírus de linhagem diferente. A análise então apontou que uma reinfecção foi por um corpo do vírus e a segunda, por um que sofreu mutação identificada como E484K, portanto, apresentando uma cepa diferente.