Mais de 1,7 mil cearenses morreram em casa por Covid-19 em 2020, segundo cartórios
Mais de 1,7 mil cearenses morreram em casa por Covid-19 em 2020, segundo cartórios
Por: Thiago Rodrigues
23/01/2021 às 11h18Atualizada em 23/01/2021 às 11h18
Foto: Reprodução
A Arpen aponta o receio das pessoas frequentarem hospitais ou mesmo realizarem tratamentos de rotina durante a pandemia como um dos principais catalisadores desse número, entre outros fatores.
Deborah Nunes, diretora do Sistema de Verificação de Óbitos (SVO) da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informa que o equipamento faz a certificação de parte das mortes registradas no estado, e cita situações que influenciaram no número de casos de morte em casa, tanto por Covid, quanto por outras causas.
“Primeiro, por medo de se contaminar, por não conseguir fazer um agendamento; quando conseguiu chegar até a unidade de saúde, não foi atendido por falta de vaga. Isso durante um determinado período, que foi em torno de final de abril até junho — eu acho até que se arrastou até julho — onde ocorreu o pico de casos”, destacou a diretora do SVO. Ela revelou que nesse período (entre abril e julho), os atendimentos do SVO triplicaram, chegando a mil registros por mês.
Além das situações já comentadas, Deborah destacou também as ocorrências de mortes súbitas e/ou casos onde a doença evoluiu de forma grave. “Nós tivemos alguns casos em que a pessoa não estava tão grave, provavelmente teve alguma apresentação atípica da doença, ou a doença foi agravada por alguma outra condição que a pessoa já tinha, alguma comorbidade — que muita gente tem e, às vezes, nem sabe que tem”, complementou.