De acordo com o delegado Alisson Gomes, titular do Departamento Estadual de Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil, havia um "verdadeiro cardápio da quantidade" de itens. No caso de o comprador adquirir acima de três unidades, ele ainda ganharia um "beck" – forme que o cigarro de maconha é popularmente conhecido.
Após denúncia acerca da venda ilícita, os policiais civis passaram a investigar o comércio digital, que funcionava havia pelo menos três meses e tinha mais de mil seguidores em rede social. Assim, chegaram a Anderson da Silva Pereira, 21 anos, sem antecedentes criminais. Ele foi abordado e preso em flagrante durante a entrega de alguns doces nas proximidades da Rua Idelfonso Albano, no bairro Aldeota.
Durante a ofensiva, os agentes levaram o homem até o apartamento em que ele residia, na Rua Deputado Moreira da Rocha, também na Aldeota, local em que os doces eram produzidos. Lá, foram encontrados maconha, mistura para o preparo de bolos e uma espécie de manteiga preparada com maconha, os quais serviam como insumos para a produção dos doces.
Além dos itens usados na confecção do prato, a Polícia apreendeu objetos usados na embalagem dos materiais, uma balança de precisão, um caderno com anotações da contabilidade do comércio, 40 unidades já prontas para a venda e uma quantia de mais de R$ 2,8 mil.
Alisson Gomes também ressaltou que o caso, para além do tráfico de drogas, trata-se de um "problema de saúde pública". "Casos na internet apontam pessoas com sinais de doenças no sistema digestivo", afirmou, acrescentando que, "por ser um produto extremamente palatável, atrai a atenção de adolescentes".
Anderson foi conduzido à sede da Delegacia de Narcóticos (Denarc), na qual foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. A Polícia Civil segue as investigações no intuito de identificar outros envolvidos na atividade. Compradores da loja, caso identificados, também podem ser abordados.
Diário do Nordeste