De acordo com Rejane Souza, presidente da Unesc-CE, em 2020, 315 escolas particulares foram fechadas na Capital. "Fecharam as portas em 2020 e até hoje não voltaram com nenhuma aula presencial. No geral, dessas escolas fechadas, se a gente colocar, no mínimo 20 funcionários, você percebe quantos são atingidos diretamente. Na periferia e nos bairros distantes do centro, essas escolas abrigam crianças que não conseguiram vaga na escola pública", relatou Rejane.
Dentre as palavras de ordem utilizadas no local, a falta de uma base científica para o último decreto, que determina toque de recolher e suspensão das aulas presenciais até 28 de fevereiro, era constantemente apontada nas falas. Em seu discurso, Carmelo Neto disse que o secretário de saúde, Dr. Cabeto, reconheceu que o contágio nas escolas foi menor que 1%. "Durante o Carnaval ele pediu que as escolas fossem abertas porque reconheceu que é um lugar seguro. Depois de abertas no Carnaval, ele decide fechar tudo", protesta. Em seguida, ao seu lado, a vereadora Priscila Costa ressaltou a liberdade de escolha dos pais sobre deixar ou não o filho frequentar a escola presencialmente "nós somos a primeira autoridade diante dos nossos filhos e o governador precisa nos respeitar. A escola é tão essencial que parece que o autor deste decreto não foi pra escola. É um decreto anticiência", declarou em meio a aplausos.
Para Neirimar Nunes de Freitas, diretora de uma escola particular de Fortaleza, essa reivindicação se justifica pela necessidade de um mediador no aprendizado dos alunos. "Nós, das escolas particulares, estamos pagando um preço muito alto, pois estamos cumprindo rigorosamente todo o protocolo de higienização das crianças. Isso não existe na escola pública e se ele autoriza a escola particular a funcionar e a pública não, a população da escola pública vai cair em cima dele. E ele não quer pagar esse preço", afirma a diretora.
O POVO Online