Quando esteve na cidade no dia 26 de fevereiro, para assinar ordem de serviço de uma obra viária, Tianguá apresentava taxa de ocupação de UTIs em 80%.
Mesmo com o estado sob decreto de isolamento e no pior momento da doença em território cearense, e apesar das advertências do Ministério Público para que não descumprisse normas de saúde, o presidente causou aglomerações, abraçou apoiadores e dispensou o uso de máscara, item essencial para evitar a contaminação.
Dois dias antes da ida de Bolsonaro ao município, em 24/2, a taxa de ocupação de leitos de UTI era de 90% em Tianguá, mas cairia para 80% no dia seguinte, 25/2 - número que se preservou dali a 24 horas, véspera de sua chegada.
Um dia após a visita do presidente, contudo, a ocupação foi a 100%, permanecendo nesse teto por quase uma quinzena. A taxa só baixaria no dia 11/3, para 90%. No dia 15/3, porém, voltou a 100%. Foi a 66,67% dia 16/3, com a aquisição de 11 leitos por parte da Prefeitura, que passou de 10 para 21, dobrando a capacidade de atendimento.
Ontem, todavia, a quase totalidade dos leitos já havia sido preenchida mais uma vez: a taxa era de 95,24%. Antes de fevereiro de 2021, a última vez que Tianguá havia estado com 100% dos leitos ocupados por pacientes com Covid tinha sido em julho do ano passado, no auge da pandemia.
Em Caucaia, onde o presidente também esteve naquele mesmo dia 26/2, a taxa de ocupação de leitos de UTI hoje é de 100%.
O Povo