E para fazer o cálculo de fórmula prática, segundo ele, basta dividir o preço encontrado para o etanol pelo da gasolina. Valores médios encontrados na última pesquisa de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Ceará, indicam que o etanol ainda não é vantajoso frente à gasolina, considerando o rendimento dos combustíveis. Segundo a pesquisa, o preço médio do etanol, no Ceará, está em R$ 4,507, enquanto a gasolina está em R$ 5,515. Fazendo a divisão, chega-se a proporção de 0,8172, o que indica que gasolina ainda é mais interessante economicamente, na média, para o consumidor cearense.
Fórmula para cálculo de eficiência
Preço do litro do etanol ÷ preço da gasolina = X
Se X for menor ou igual a 0,7, o etanol é mais vantajoso.
Perspectiva de alta
Outro fator que poderá reduzir ainda mais a eficiência financeira do álcool no mercado cearense é que, segundo Iughetti, a tendência do mercado global também é de alta nos preços do etanol hidratado. "O etanol, como é uma commodity, está com uma tendência de alta no mercado internacional, então pode não ser uma vantagem usar o combustível agora. A vantagem para usar o etanol depende dele estar a 70% do preço da gasolina. Se estiver acima, não é negócio usar o etanol", explicou.
Já em relação à gasolina, Iughetti afirmou que o preço do combustível deverá se manter estável pelos próximos 10 dias, considerando os últimos reajustes da Petrobras e as decisões do Governo Federal. Contudo, como o combustível está, também, em defasagem em relação ao mercado internacional, a perspectiva após os 10 dias sem alteração de preços é que haja uma nova alta. O consultor explicou que o preço da gasolina depende diretamente das tendências do petróleo cru e das variações cambiais, que estão pressionando o mercado nacional há meses.
Tendências do mercado
O consultor da área de petróleo e gás ainda apontou que o novo patamar limite para o preço da gasolina no mercado local está estabilizado entre R$ 6,00 a R$ 6,20 pelo litro do combustível. O valor de revenda da gasolina deverá, segundo Iughetti, causar uma redução do uso de automóveis no Ceará e ainda gerar uma nova pressão social para profissionais que dependem do combustível, como os motoristas de aplicativos.
Diário do Nordeste