Na contramão desta notícia positiva, os livros poderão ficar mais caros e, consequentemente, inacessíveis para muitos cidadãos. É que de acordo com a Receita Federal, a venda de livros pode começar a ser tributada em 12%, valor da alíquota sugerida pelo governo para a Contribuição de Bens e Serviços (CBS), o que implica em encarecimento nos seus preços.
Para defensores da democratização da leitura, como a professora e
escritora Joelma Queiroz, a taxação literária poderá dificultar o trabalho de escritores, das editoras e, assim, reduzir a produção e distribuição de livros. Na outra ponta, a tributação compromete o acesso dos brasileiros ao conhecimento e à cultura.
“Acredito que a leitura é um grande instrumento para a educação. A vida de quem lê é modificada, e para melhor. Existem, cada vez mais, livros abordando cidadania, o respeito às diferenças e ao meio ambiente. Por isso, o ideal é que as pessoas tenham mais acesso aos livros, e não o contrário”, defende a educadora.
Leitora e escritora
Muito antes da pandemia, a professora Joelma já era uma leitora assídua. Mas no seu caso o isolamento foi uma oportunidade para se aproximar dos livros de uma forma ainda mais íntima: começou a escrever suas próprias obras literárias.
No ano passado, ela lançou seu primeiro livro Cadê minha gatinha?, que aborda a temática do luto para crianças de forma leve e poética. Mais duas obras literárias voltadas para o público infanto-juvenil nasceram na pandemia: Dudu e o espelho da Bisa e O Renascer da Floresta. “O que mais me motiva a escrever é saber que posso contribuir para a formação de seres humanos sensíveis, mais empáticos e que saibam respeitar as diferenças”.
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