Perícia aponta que sala de aula onde garoto de nove anos foi morto foi lavada
Perícia aponta que sala de aula onde garoto de nove anos foi morto foi lavada
Por: Thiago Rodrigues
01/10/2010 às 11h44Atualizada em 01/10/2010 às 11h44
Foto: Reprodução
As primeiras perícias da Polícia Civil de São Paulo na sala de aula da Escola Adventista do Embu (Grande SP), onde o garoto Miguel Cestari Ricci dos Santos, 9, foi baleado anteontem, apontam que o local foi lavado antes mesmo da chegada das autoridades.Os testes realizados pelos peritos com o reagente químico luminol confirmam que a sala de aula foi limpa antes da perícia ter sido feita. O luminol revelou o local das manchas, já limpas. Peritos e médicos-legistas também concluíram que Miguel foi morto com um tiro à queima-roupa e que partiu de um revólver calibre 38.A camiseta usada por Miguel tem marcas de chamuscamento causado por pólvora, bem como a sua pele apresenta a chamada "tatuagem", marca que confirma o tiro a curta distância. Ainda pela análise dos investigadores da Polícia Civil, peritos e médicos-legistas, é possível afirmar que o projétil que atingiu Miguel era velho, sem a potência de uma munição em estado de conservação normal. O projétil disparado contra Miguel o atingiu no lado esquerdo do abdômen e ficou alojado perto de seus rins. Para a polícia, um outro aluno da turma de Miguel, que cursava a quarta série, pode ter atirado. Ao todo, a turma de Miguel tinha 37 crianças --20 já foram ouvidas. Nos depoimentos dos alunos, segundo o delegado Carlos Cerone, existem contradições.