Garoto precoce que já lê e escreve é destaque no Diário do Nordeste
Garoto precoce que já lê e escreve é destaque no Diário do Nordeste
Por: Thiago Rodrigues
02/10/2010 às 16h55Atualizada em 02/10/2010 às 17h00
Foto: Reprodução
Desde que apareceu pela primeira vez no site Reriutaba.com, Paulo Sérgio está sempre na mídia
Reriutaba.As primeiras palavras lidas e escritas por uma criança são sempre motivo de orgulho para os pais. Porém, quando trata-se de um garoto de apenas três anos, o fato torna-se ainda mais admirável. É o que acontece com Paulo Sérgio Bezerra Brito, aluno da Escola Severiano Rodrigues da Rocha, na localidade de Lagoa Grande, zona rural deste Município. Filho de agricultores, o pai, Antônio Brito, nunca foi à escola, não sabe ler nem escrever o próprio nome; a mãe, Alvina Farias, abandonou os estudos muito cedo, não chegando concluir nem o 4º ano do Fundamental.
O primeiro presente dado pelo avô ao garoto foi uma cartilha. Como para onde ia levava o livrinho contendo as letras do nosso alfabeto, acabou despertando a atenção da mãe. "Procurei ensinar para ele as letras do alfabeto, e ele conseguia memorizar muito rápido. Hoje, já forma e ler palavras", comemora a mãe, ao mesmo tempo em que lembra que Paulo Sérgio aprende tudo com a maior facilidade.
Destaque na escola
Levado para a escola a poucos metros de casa, o menino acabou despertando a atenção de todos pela inteligência. "Toda palavra que escrevia na lousa para uma turma mais avançada ele conseguia ler com muita facilidade, e isso causava estranheza e curiosidade", disse a diretora da escola, Teresa Maria Cruz. Paulo Sérgio é aluno do maternal, mas na sala onde estuda, existem meninos de todas as faixas etárias, três, quatro e também de cinco anos.
"Uma das características apontadas por psicólogos para identificar uma criança superdotada é a habilidade acima da média para realizar uma determinada atividade. Paulo Sérgio Bezerra Brito se encaixa perfeitamente nesse perfil", destaca Maria de Jesus.
Os números apontados por especialistas que estudam pessoas com QI acima da média mostram que entre 15% e 20% da população possuem altas habilidades. O modelo criado pelo pesquisador norte-americano Joseph Renzulli ampliou os conceitos que definem quem são essas pessoas. As ideias de Renzulli acabam com o estereótipo de que superdotados são gênios. Mesmo assim, são de grande capacidade acadêmica.
A vida do menino de Reriutaba é idêntica a de uma criança normal. Acorda cedo, vai para escola e, quando volta, gosta de assistir televisão antes do almoço. Depois da refeição, costuma brincar com outras crianças próximas de casa. "Somente no fim do dia é que ele se interessa pela tarefa", conta Alvira Farias, que ajuda o filho no dever de casa.