"Muito feliz em tirar meu título. [É] Importante exercer meu direito de votar e escolher o melhor para o meu país. Reforço aqui a outros jovens a fazerem o mesmo. Precisamos mudar as coisas", disse Paulo Davi.
O local teve fila de eleitores em busca de atendimento presencial do TRE-CE. Algumas pessoas chegaram às 5h, três horas antes do início dos atendimentos. A expectativa do órgão é que 3 mil pessoas sejam atendidas ao longo do dia, considerando apenas agendados.
Primeira a chegar na filGa
O mutirão com ampliação do atendimento presencial do TRE-CE começou em 25 de abril e estava com vagas remanescentes para quem desejasse fazer o título pela primeira vez, transferir ou revisar os dados cadastrais no local a tempo de votar nas Eleições de 2022, em 2 de outubro.
Apesar do mutirão está ocorrendo há mais de uma semana, algumas pessoas deixaram para buscar atendimento na última hora, é o caso de Maria Marli de Freitas, 60 anos, moradora do Bairro José Walter, que saiu de casa às 4h e foi a primeira a chegar no Centro de Eventos, às 5h.
"Tentei regularizar o título antes da pandemia não consegui por conta de doença e as filas que eram bem longas. Aí desisti e veio a Covid e não tive oportunidade de fazer. Agora espero regularizar para votar", afirma Maria Marli.
Regiane Nunes Ferreira, 42 anos, foi a segunda pessoa a chegar ao local. Segundo ela, a falta de tempo está entre os motivos que a levou a buscar o serviço na data limite. "Perdi a chance de regularizar o título por falta de tempo mesmo e fiquei sabendo do mutirão pela televisão", disse.
Também é possível ter acesso aos serviços eleitorais on-line, sem enfrentar filas, através pelo Sistema Título Net, que também recebe solicitações para regularização só até esta quarta. Devido ao alto número de acessos os portais e sistemas da Justiça Eleitoral apresentaram instabilidade na última segunda-feira (2).
Entre as consequências da falta de regularização do título eleitoral estão a impossibilidade de votar e se candidatar, bloqueio para empréstimos, veto a inscrições em concursos públicos e bloqueio à retirada do passaporte, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
G1 CE