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Farmácias do Ceará registram falta de medicamentos após alta de síndromes gripais

Farmácias do Ceará registram falta de medicamentos após alta de síndromes gripais

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
05/05/2022 às 13h19 Atualizada em 05/05/2022 às 13h19
Farmácias do Ceará registram falta de medicamentos após alta de síndromes gripais
Foto: Reprodução

De acordo com o presidente da entidade, Fábio Timbó, o desabastecimento reflete a alta na procura pelos fármacos registrada nos últimos meses devido a uma combinação de dois fatores. "Tivemos uma terceira onda [da Covid-19] acumulada com a influenza de uma cepa nova, além da antecipação do surto gripal, que geralmente acontece na quadra invernosa. A junção dessas duas situações trouxe um desequilíbrio para a cadeia produtiva", explicou Timbó.

Ainda de acordo com o dirigente, o encarecimento do preço dos combustíveis também impacta significativamente no problema. Segundo Timbó, apesar dos apelos feitos pelo sindicato aos principais representantes da indústria farmacêutica nacional, ainda não há sinalização de quando a situação será normalizada.

"Com essa situação do combustível alto, problema de frete, e uma série de outras questões, nós não temos uma previsão efetiva de quando a situação vai ser regularizada. Ficamos reféns da indústria, que promete somente mitigar essa falta num período de 15 a 60 dias", disse.

Com a irregularidade no fornecimento, tem se tornado cada vez mais difícil encontrar antibióticos líquidos, xaropes, antialérgicos e analgésicos nas farmácias cearenses. O problema também afeta os demais estados brasileiros, onde a lista de itens em falta é praticamente a mesma. Como alternativa ao desabastecimento, Fábio Timbó orienta que os médicos prescrevam medicamentos substitutos.

Segundo informações do Sincofarma-CE, a maioria dos estabelecimentos do varejo farmacêutico cearense, que abrange cerca de 2,5 mil farmácias, já relataram dificuldades no abastecimento de medicamentos. Apesar da irregularidade nos estoques, os produtos ainda podem ser encontrados nas prateleiras das drogarias, ainda que em quantidades menores e preços, consequentemente, um pouco mais caros.

O POVO