O artefato consiste em um peixe fossilizado oriundo da Chapada do Araripe, no Cariri cearense. Ele é datado do período Cretáceo e está avaliado em quase 3 mil euros (R$ 16 mil, aproximadamente). A partir da entrega, o fóssil passará a compor o acervo do museu.
O professor Allysson Pinheiro, diretor do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, destaca que o Ceará é privilegiado do ponto de vista das bacias fossilíferas. Especialmente no Cariri, muitos fósseis são encontrados e com grande qualidade em termos de preservação das suas características.
“Para o Estado, a repatriação é uma grande vitória, porque é um patrimônio histórico e cultural brasileiro e cearense. Mas, para além disso, é uma parte da identidade do povo do Cariri que também é resgatado”, afirma.
A peça recuperada pelo MPF pertence ao grupo de formação fóssil Santana, um dos principais sítios paleontológicos do mundo e reconhecidamente uma das jazidas fossilíferas com a maior diversidade de material excepcionalmente preservado. Na peça, por exemplo, é possível notar a riqueza de detalhes de tecido mole e até as escamas do peixe.
O Povo Online