Uma reportagem do G1 traz o relato do aluno da Etec Vasco Antônio Venchiarutti (ETEVAV), Pedro Henrique Silva de Lima, que estava dentro do ônibus quando bolsonaristas jogaram uma pedra na janela e invadiram o veículo. Um colega de Pedro, Vitor Cotrim, ficou ferido após ser atingido pelos estilhaços de vidro.
Um agressor, já identificado e investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), tentou arrastar Pedro para fora do ônibus durante a confusão. O aluno relata o episódio.
"No momento em que eles adentraram o ônibus, eu estava quieto, e o cara veio me puxar. Naquele momento, eu imaginei tudo de pior possível. Pensei que fosse morrer. Só na hora que eu vi que estava todo mundo ali [grupo de amigos] do meu lado que me deu uma tranquilizada", diz o estudante.
A vítima relata que o homem só desistiu de puxá-lo para fora pois uma mulher, que aparentava ser parente do agressor, pediu um "basta"."Me senti muito desprotegido e tive um baita sentimento de indignação. Na minha cabeça só se passava: 'eles vão me tirar desse ônibus, vão me bater, talvez me bater num ponto de eu morrer e a polícia só ia ficar ali olhando'", explicou Pedro, ao G1.
As agressões teriam acontecido quando o veículo que transportava os estudantes passou próximo a uma concentração bolsonarista, na Vila Rami, que protesta contra o resultado das eleições. Ao passarem ao lado da concentração dos atos golpistas, os estudantes gritaram palavras contrárias ao governo do atual presidente Jair Bolsonaro (PL).
"A gente resolveu protestar a favor do futuro presidente Lula e contra o atual regente Bolsonaro. Então começamos a fazer o 'L', a gritar a favor de Lula. No começo, eles só trocaram farpas com a gente mesmo, tipo xingando e tal. Então foi aquela troca. Aí, quando a gente estava quase saindo do local, eles atacaram", diz Pedro.
Os homens teriam, então, arremessado uma pedra contra a janela do veículo e os estilhaços atingiram pessoas no interior do ônibus. O vídeo mostra outros estudantes tentando impedir a ação dos agressores e, de acordo com o jornal, a confusão só terminou após apelos de uma mulher.
Os estudantes pediram, por questões de segurança, que fosse feita a retirada dos bolsonaristas do local. Os grupo de alunos da ETEVAV temem pela vida enquanto o local estiver ocupado pelas manifestações.
G1 CE