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'É normal o professor ficar pegando na gente?': irmã de vítima relata como ficou sabendo de assédio a dez estudantes em escola no Ceará

'É normal o professor ficar pegando na gente?': irmã de vítima relata como ficou sabendo de assédio a dez estudantes em escola no Ceará

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
09/11/2022 às 12h18 Atualizada em 09/11/2022 às 12h18
'É normal o professor ficar pegando na gente?': irmã de vítima relata como ficou sabendo de assédio a dez estudantes em escola no Ceará
Foto: Reprodução

"Ela chegou da escola e disse pra minha mãe: 'mãe, é normal o professor ficar pegando na gente? Aí minha mãe respondeu para ela que não. Que não era normal. 'O que é que ele tá fazendo?'. E ela disse: 'ele fica passando a mão nas minhas costas'. Aí minha mãe disse: 'pois você chegue e avise ao diretor', relatou a irmã de uma das vítimas ao g1.

Ainda de acordo com a familiar, a irmã se sentiu tão mal com o assédio sofrido que chegou a pedir para que a parente fosse com ela até a escola.

"Ela ficava mandando ele parar e dizia que se esquivava porque não estava gostando. Aí ela chegou dizendo também em casa que ele ficava chamando as alunas de amor, coração, bebê, aí ela disse: 'não, professor, eu não gosto dessas brincadeiras. Ela disse que ele ficou todo sem jeito, mas numa quarta-feira ela disse que ele tinha chegado de novo. Dessa vez querendo pegar na cintura dela, mas ela saiu", conta.

Denúncia das vítimas

A denúncia das vítimas, com idade de 12 a 14 anos, foi feita no dia 10 de outubro. Em um dos casos de assédio, uma adolescente relata que o professor chegou a "beijar muito próximo ao canto da boca"; outra garota diz que ele "abraçou-a, deslizando a mão até suas nádegas".

As vítimas também relataram, em denúncia, que o professor investigado fazia perguntas de cunho sexual e constrangedor, como: "você é virgem?", "você me ama?", "vamos passar o final de semana comigo na minha casa?", "vamos almoçar comigo?". O docente também mantinha contato com alunas pelas redes sociais.

Ao g1, uma fonte da Polícia Civil de Cascavel informou que o professor é investigado em um inquérito policial que está perto de ser concluído. Conforme o policial, "há indícios que comprovam as denúncias feitas pelas 10 vítimas". A Secretaria da Educação de Cascavel o afastou das funções.

As denúncias de assédio foram repassadas pela escola ao Conselho Tutelar de Cascavel, que oficiou à Polícia Civil.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública confirmou que a Polícia Civil investiga o professor suspeito de crime de importunação e assédio sexual contra 10 vítimas de 11 a 14 anos de idade em uma instituição de ensino municipal.

G1 CE