A alta nos números da Covid ocorre em meio ao surgimento de uma nova variante da ômicron, a BQ.1. Que tem maior potencial de contaminação. Em algumas unidades da federação os diagnósticos já se reletem no aumento da procura por atendimento médico ambulatorial e hospitalizações.
Para o infectologista Keny Colares, já existem indícios de que estamos vivendo o início de uma nova onda da Covid-19.
“Existem algumas evidências que a gente está no início de uma nova da Covid, aqui no Ceará. A gente já vinha observando desde outubro o aumento do número de casos em alguns países da Europa e da Ásia. E circulação de uma subvariante da variante ômicron.” afirma o profissional.
Para Colares, a expectativa é que o Brasil enfrente uma onda menor do que foi visto em outras ocasiões.
“A nossa expectativa é que a gente tenha uma onda menor do que a nós tivemos no meio do ano. Em julho a gente teve uma onda intermediária. A gente imagina que vai ser alguma coisa igual ou menor do que essa onda porque a gente tem uma proporção de pessoas na nossa população que foram vacinadas ou tiveram a doença.” – pontua.
Apesar disso, o pesquisador alerta para os riscos que a doença apresenta para determinada parcela da população.
“De qualquer forma existe preocupação porque a gente sabe que algumas pessoas são muito vulneráveis e algumas pessoas não se vacinaram, apesar de tudo isso optaram por não se vacinar. A gente tem uma parte da população com a vacinação incompleta. A gente sabe que existe sempre as pessoas muito doentes com problemas no sistema imunológico né.”
Ceará News 7