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Grupo que fugiu de viatura após ser condenado foi tratado como de 'baixa periculosidade' por erro, diz sindicato

Grupo que fugiu de viatura após ser condenado foi tratado como de 'baixa periculosidade' por erro, diz sindicato

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
29/11/2022 às 07h28 Atualizada em 29/11/2022 às 07h28
Grupo que fugiu de viatura após ser condenado foi tratado como de 'baixa periculosidade' por erro, diz sindicato
Foto: Reprodução

Os três homens foram condenados em julgamento na noite de sexta-feira (26), com penas somando 207 anos e quatro meses de reclusão. O trio foi escoltado algemado a uma viatura da Polícia Penal, mas não estava no veículo ao chegar a unidade prisional.

Conforme o sindicato, houve erro nas fichas de prontuário dos três detentos, classificados como de "alta periculosidade". Após a entidade apurar documentos de responsabilidade da SAP, o sindicato afirmou que os condenados foram classificados como de baixa periculosidade em prontuário.

Tal caracterização, apontou o Sindippen-CE, fez com que os presos fossem transportados em "níveis de segurança baixa". "O correto nos três casos, devidos aos crimes cometidos de homicídios qualificados e organização criminosa, seria a sinalização de "nível de segurança de alta periculosidade", defendeu a entidade.

Ainda segundo o sindicato, o erro no prontuário pôs em risco a segurança e a vida dos policiais penais envolvidos, dado que impediu o uso de uma escolta qualificada. Nesse caso, havia um "número adequado de escoltantes" para maior segurança, o que dificultaria o processo de fuga.

O sindicato alegou que tal erro impediu que a Coeap fizesse o procedimento de escola com o grupo especial. A entidade indica que a equipe de escolta seja composta por número de integrantes da segurança condizentes com a proporção numérica de presos, perfil criminal e complexidade do evento. No entanto, não é apontada qual seria a proporção de agentes adequada.

Além disso, o texto afirma que a escolta externa de presos deve ser realizada por agentes penitenciários da própria unidade prisional. No entanto, se houver presos que "requeiram programa de segurança mais elaborado", o esquema deve ser realizado pelos grupos especiais.

G1