As autoridades mexicanas comunicaram uma revisão da apreensão de um gigantesco carregamento de maconha, realizada nesta segunda-feira na cidade de Tijuana, perto da fronteira com a Califórnia. A apreensão, que já era considerada uma das maiores da história, ficou agora ainda mais volumosa. "Somaram 134 toneladas. Ontem avaliamos em 105 toneladas, mas foi antes da pesagem oficial", disse à AFP o diretor da polícia municipal de Tijuana, Gustavo Huerta. Segundo Huerta, o número total de pacotes de maconha também foi revisado para cima, de 10 mil para 15.300. Na véspera, o general Alfonso Duarte, comandante da II Zona Militar, havia informado a apreensão de "mais de 10 mil pacotes de maconha, com peso aproximado superior a 105 toneladas". A gigantesca apreensão aconteceu depois de uma troca de tiros entre a polícia municipal de Tijuana e criminosos que integravam um comboio de sete veículos. Onze traficantes foram detidos na operação. A polícia e o Exército mexicano encontraram maconha em três caminhões e, depois dos interrogatórios dos detidos, localizaram mais droga em um rancho e em uma casa de Tijuana, assim como em uma casa do município de Playas de Rosarito, próximo a Tijuana. Segundo o general, a maconha apreendida renderia 4,2 bilhões de pesos (335 milhões de dólares) nas ruas do México, e duas ou três vezes este valor no mercado americano, onde os traficantes pretendiam negociar a drogaO porta-voz do governo para assuntos de Segurança Nacional, Alejandro Poiré, revelou que as autoridades suspeitam do Cartel de Sinaloa, de Joaquín "Chapo" Guzmán, o homem mais procurado do México. "Esta foi a maior apreensão de maconha da história do país (...), e há indícios que apontam para a organização do Pacífico", também conhecida como Cartel de Sinaloa.
Fonte: Jornal do Brasil.