"Um dia desses a minha neta estava dançando lá em casa, eu falei: 'não, isso não é legal. Você tem 7 anos, Laura. Você não sabe que sinais está mandando com seu corpo'. Ela falou: 'por que vovó?' Falei: 'porque sim, tem gente muito ruim no mundo e às vezes você nem sabe, mas está mandando um sinal, algum maluco é capaz de captar da forma errada, e você vai sofrer muito minha filha'", disse em entrevista ao "Vênus Podcast" nesta terça-feira, 4.
Referência no carimbó, a artista afirma que o funk trata o público feminino como “objeto” e alimenta uma narrativa machista.
"Agora vou criar polêmica. Algumas coisas machistas do funk, para as nossas meninas, as nossas crianças, achando que empoderamento é estar à disposição do macho. Isso é (estar) a serviço do machismo mais sórdido, da grosseria, a mulher como objeto. Isso me incomoda muito algumas coisas que ouço por acaso, que vejo na minha rede", declarou.
Fafá ainda disse que as palavras utilizadas nas letras do funk são “chulas” e defendeu a inocência do público infantil como argumento para a fala.
"Os termos são chulos para falar a uma criança novinha. O que é isso? A criança é inocente, não sabe o poder que o corpo dela tem", concluiu.
O POVO