Túlio afirma que durante muitas vezes faltam materiais necessários para a realização dos trabalhos."Toda demanda da gente é complicada. Teve uma época que uma faculdade local precisou ceder luvas porque não tínhamos o material. É a verdadeira prova de que a Secretaria de Saúde nos esquece. Isso desde a nossa criação", diz o líder do movimento.De acordo com Túlio, os técnicos em necropsia irão cumprir o determinado por Lei e continuar com 30% da categoria nos trabalhos. O problema é que são menos de exatos oito profissionais em atividade no Ceará."A greve não é de 100%, vamos manter o percentual de 30%. Mas deve haver atraso na liberação dos corpos. Somos apenas oito pessoas em todo o estado. Esse é outro problema, já que quando alguém entra de férias a situação complica ainda mais", pontua Rubim.O último concurso realizado para preencher vagas de técnicos em necropsia foi realizado em 2006 e o intuito era contratar pelo menos 17 profissionais. O problema é que dos aprovados, nove desistiram de seguir carreira, segundo Túlio.
Diário do Nordeste