23/10/2010 às 17h39Atualizada em 23/10/2010 às 17h39
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Neste final de semana, as barracas da Praia do Futuro devem funcionar sem problemas. Ontem de manhã, entre os trabalhadores, o clima era de incerteza, apreensão e mesmo decepçã com a decisão do juiz federal José Vidal Silva Neto, da 4ª Vara Federal, que determina a retirada de todas as barracas. Com a proximidade da alta estação, garçons, cumins, cozinheiros, caixas, gerentes e até vendedores ambulantes não sabem o que esperar ou mesmo se estarão trabalhando daqui a uma semana, um mês. De acordo com a presidente da Associação dos Empresários da Praia do Futuro, Fátima Queiroz, nos últimos cinco anos, aconteceram várias reuniões da comissão instituída em 2008, para discutir o assunto e chegar a um consenso. Mas, de concreto, nada aconteceu. O que se queria, de fato, era que a Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal, União e, posteriormente, pela Prefeitura, fosse suspensa. "Se não tem EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental, Relatório de Impacto Ambiental), se está irregular, tudo pode ser conversado. Tínhamos esperança de que pudéssemos sentar à mesa para desenvolver uma ação conjunta para regulamentar nossa situação", desabafa. Para a presidente, se os empresários são considerados apenas ocupantes da área e, portanto, ilegais, é um contracenso serem tratados com tanto rigor, pagando impostos, ficando sujeitos a fiscalização. Das 154 barracas citadas na ação, Fátima Queiroz informa que cerca de 40 estão abandonadas. Algumas foram compradas por estrangeiros que já não estão mais aqui, outras estão servindo de moradia, umas mais foram locadas para terceiros de forma segmentada e irregular. Do total, ela calcula que 85 estejam funcionado, entre a chamada Praia do Futuro "velha" até o BNB Clube. Ainda conforme dados da Associação, 4 mil pessoas trabalham na baixa estação e 5 mil na alta. Entre frequentadores, a quinta-feira do caranguejo soma 40 mil pessoas, mesmo número do sábado. No domingo são 60 mil. Assim, uma média de 120 mil pessoas frequentam a Praia do Futuro por semana, sendo que, em algumas festas, o número dobra. Na Festa de Iemanjá, são 250 mil pessoas; e no Réveillon, que está se consolidando nos últimos três anos, são aproximadamente 20 mil visitantes.