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Velório de Romeu Tuma prossegue em São Paulo

Velório de Romeu Tuma prossegue em São Paulo

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
27/10/2010 às 10h28 Atualizada em 27/10/2010 às 10h28
Velório de Romeu Tuma prossegue em São Paulo
Foto: Reprodução

O corpo do senador Romeu Tuma, que morreu nesta terça-feira (26) de falência múltipla dos órgãos aos 79 anos, continua sendo velado na manhã desta quarta-feira (27) por amigos e familiares na Assembleia Legislativa, na Zona Sul de São Paulo. O corpo chegou ao local por volta das 21h15 de terça-feira. O enterro está previsto para as 15h desta quarta-feira no cemitério São Paulo, na Zona Oeste da capital. O irmão mais velho do senador foi um dos primeiros familiares a chegar ao velório. Em alguns momentos emocionado, Rezkalla Tuma, de 83 anos, não escondeu a surpresa com a morte do parlamentar, que estava internado desde setembro, em plena campanha para o Senado. “Parecia que era um mal da garganta, mas o quadro foi se agravando. Tudo levava a crer que o mal não ia levar a essa consequência. A luta foi muito grande para preservar a vida dele”, afirmou Rezkalla, no Hall Monumental da Assembleia, onde será o velório. Para o primogênito – o senador tinha ainda mais dois irmãos e uma irmã -, Tuma deve ser lembrado como um homem que “sempre se dedicou à causa pública” e foi “humano” mesmo em épocas políticas distintas. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, também compareceu onde será velório para prestar homenagem a Romeu Tuma. "Era um cidadão exemplar. É triste. Ele deixa um legado de realizações, um exemplo de competência, do que é ser solidário".
O ex-ministro da Justiça e advogado Marcio Thomaz Bastos chegou à Assembleia Legislativa de São Paulo às 21h desta terça-feira. Ele contou que estava no velório por ser amigo pessoal de Romeu Tuma e da família dele e ainda porque a candidata do PT à presidência Dilma Rousseff não poderia vir. Com agenda fora da capital, a pestista pediu a Bastos que a representasse. “Ela enviou uma mensagem de carinho, de sentimento de pêsames”, disse ele. Bastos lembrou que conviveu com o senador “em campos adversos” quando ele era advogado e Tuma delegado, na década de 1960 e 1970. No entanto, disse que a relação entre os dois sempre foi respeitosa e classificou a carreira do parlamentar como “impecável”. “Ele sempre teve muito entusiasmo e espírito público.” O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse que a última vez em que conversou com Romeu Tuma foi na véspera das eleições, pois o parlamentar se candidatou novamente ao Senado. "Desejei boa sorte a ele", contou. Mendes disse que Tuma sempre mostrou preocupação com a saúde e chegou a temer o ritmo puxado no período eleitoral. "Ele estava preocupado com a dureza da campanha." Para o ministro, o senador "sempre foi amigo" do STF.

Fonte: G1- O portal de notícias da Globo.